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O Periodo Pré-Fundação Editar

As raízes de Pasárgada estendem-se, diretamente, ao ano de 2000.

Todos os 8 fundadores da Comunidade, antes de serem pasárgados, eram súditos do Sacro Império de Reunião e correligionários do mesmo partido, a União Democrática Humanista (UNIDA). Este foi o embrião ideológico do que viria a ser Pasárgada.

A UNIDA apareceu naquele império em Agosto de 2000, com a proposta de incrementar a seriedade e o profissionalismo do micronacionalismo reunião, que à época grassava no amadorismo e na adolescência da maior parte da população.

O programa partidário da UNIDA incorporava uma proposta de democratização das instituições imperiais, aumentando a zona de influência e o prestígio dos órgãos mais populares. Em Reunião, nesse período, praticamente todo o poder efetivo encontrava-se nas mãos do Imperador Cláudio de Castro e em sua cúpula privé - com cargos de indicação direta - chamada Egrégio Conselho Imperial de Estado (ECIE), que editava leis, moções e as decisões importantes.

Outra característica da UNIDA que plasmará Pasárgada é a característica de intensa autocrítica, gerando um debate plural e democrático nas listas do partido. Não havia, à época, uma liderança centralizadora.

Em setembro de 2000, a UNIDA selou um acordo com o Pacto Social (PacSo), dito de "esquerda", mas cuja plataforma e prática em nada confirma a pretensão. A coligação obteve maioria na câmara baixa imperial, a Assembléia Popular dos Qualícatos, fazendo seu primeiro governo, com o Primeiro-Ministro José Luiz Borrás. Na ocasião, Leonardo Carrion presidia o partido.

O Governo Borrás/UNIDA foi marcado por intensa atividade da assembléia popular, num ritmo inédito e nunca mais alcançado. A idéia era fortalecer essa instituição popular, concentrando esforços em prol de uma consciência da importância da população como um todo e não apenas do monarca.

A sintonia governo/parlamento foi garantida graças ao diretor-presidente da câmara, Rafael Figueira, e ao mais produtivo qualícato (deputado), Bruno Cava, ambos unidistas. Mais de 30 leis foram aprovadas no espírito democrático da UNIDA, criando e aperfeiçoando órgãos e instrumentalizando a política aberta e popular do Sacro Império. O próprio imperador reconheceu a nova fase excepcional das instituições populares, decretando, via o instituto sumário da "ordenação gloriosa interventiva", o primado dessa assembléia na deliberação sobre leis ordinárias, o que foi um avanço, mesmo que tímido.

Ao mesmo tempo, o Governo Borrás/UNIDA reestruturou a administração pública do Executivo, fazendo a máquina governamental funcionar pela primeira vez, com a ativação de todos os ministérios e secretarias.

Na virada do ano para 2001, começou a discussão política para a sucessão de Borrás, cujo mandato chegava ao fim. Na ocasião, o pacsista Arthur Rodrigues, operando sob o pseudônimo Arthur Abdulá de Jandira, retornou ao convívio reunião após quase 6 meses de afastamento. Arthur, ex-premiê e liderança carismática da dita "esquerda reuniã", logo reassumiu o comando do PacSo, secundado de perto pelo também ex-chefe de governo Mairon Rodrigues.

Arthur Abdulá fechou acordo não apenas com a UNIDA, mas também, subterraneamente, com o PIGD, que canalizava as forças conservadoras do império, em absoluta contrariedade ao maior poder conferido aos qualícatos (deputados eleitos diretamente) e ao governo, em favorecimento explícito ao aristocrático conselho imperial (deputados nomeados arbitrariamente pelo imperador) e à intervenção corriqueira pelo imperador. Em conseqüência do jogo de alianças, Rodrigues terminou eleito com 9 votos dos parlamentares contra apenas 1 do rival Briel Aitt, de um partido integralista isolado.

Uma vez eleito, aliado ao PIGD, Arthur Rodrigues articulou a virada contra a UNIDA, passando a desgastar cada um dos unidistas. Rompeu, sucessivamente, com Leonardo Carrion, Bruno Cava e Vítor de Bourg, em longos entreveros junto ao CHANDON.

Uma das medidas mais controvertidas do premiê Arthur foi o decreto executivo em que mudava o juramento de lealdade que todo súdito deveria prestar quando do ingresso no Império. O novo juramento continha o reconhecimento de que o micronacionalismo era um "hobby" e tinha "caráter jocoso". O decreto foi rechaçado pelo Imperador.

Em outra ocasião, Arthur adonou-se da propriedade da "páfida", lista de discussão da coligação PacSo/UNIDA, expulsando os unidistas e passando a manipular as mensagens lá contidas, em seu proveito.

No mesmo período, publicou supostas conversas privadas com Cava, em que o mesmo teria dito que "queria ser o premier", vindo o mesmo a negar peremptoriamente e apontar embuste. Também fez questão de publicar uma medida ilegal rebaixando o desafeto de "general-de-exército" para "cabo" das "forças armadas imperiais", em portaria de cunho pejorativo e jocoso. O imperador rechaçou a medida ao tomar conhecimento.

O rompimento com Carrion também foi tempestuoso. Através da mídia subserviente, Arthur Rodrigues iniciou insidiosa campanha de difamação da procuradoria-geral do império, chefiada por Carrion, como "perseguidora" e "anti-democrática".

Mobilizou simpatizantes para lançar o "Movimento Contra a Mordaça", contra uma lei proposta pela UNIDA que restringia o direito à livre expressão quando se tratando de processos judiciais. Ao mesmo tempo, Arthur distribuía cargos e elogios a todos os não-unidistas, buscando fortalecer as bases para o ataque final.

A situação chegou ao insustentável quando um dos pacsistas mais próximos de Arthur, Sérgio Schüler, sob o pseudônimo de Christian von Glower, traiu o partido e revelou o conteúdo de uma lista secreta de cúpula chamada SEERETER, vindo a se juntar à UNIDA. Na edição 40 do Jornal Tribuna Popular, então na oposição sob editoria de Bruno Cava, uma ácida e direta crítica foi dirigida ao governo devido à politicagem desnudada por esta lista. Ao mesmo tempo, Leonardo Carrion lançava O APONTADOR, jornal satírico contra Arthur Rodrigues. Este, por sua vez, utilizava a mídia fiel dos pacsistas.

Nesta lista, estavam claras as artimanhas e tramas engendradas por Rodrigues e seus oficiais, mostrando que desde a eleição, já estava articulada a intenção de virar a mesa contra a UNIDA e firmar a aliança com o PIGD.

A seqüência dos acontecimentos foi agonística. O CHANDON afundou em brigas pessoais e mensagens desconexas, numa espiral de confrontamentos. O imperador não interveio. Um dos lados da disputa, no caso a UNIDA, então isolada, decidiu retirar-se do circo.

Em final de março, os futuros fundadores de Pasárgada, um a um, foram se despedindo do CHANDON. Finalmente, em 30 de março de 2001, Leonardo Carrion, em nome de todos, enviou a mensagem "oficial" de despedida, intitulada "À Espera dos Bárbaros".

A principal razão para o movimento foi não as atitudes de Arthur, mas o completo desinteresse de boa parte de Reunião para com a proposta paradigmática da UNIDA, relacionada à maior seriedade e democratização.

Como ficou claro, a maioria queria manter as instituições como estavam, ou seja, conservando uma micronação estática, simulacionista, de baixa seriedade, paternalista e fortemente dependente da figura de Cláudio de Castro, o mesmo que se omitiu ao longo dos meses de fevereiro e março desse ano, também conhecidos como "O Grande Cisma".

Esta não terminaria com a Pasargada, em 7 de abril de 2001. O outro lado da disputa, cerca de uma dezena de pacsistas, viria a fundar outra micronação, o Califado Male do Brasil, no dia brasileiro de abolição da escravatura, 13 de maio, liderado pelo agora Califa Arthur Abdulá. Um mês mais tarde, a facção ligada ao PIGD, capitaneada por Rafael Roriz (Danyel Willplayer) e Luiz Azambuja, viria a fundar uma terceira e última filha de Reunião, a Republica de Mariana, re-incorporada dois anos e meio depois, em janeiro de 2004.

A saída para a fundação de Pasárgada foi amistosa e apoiada pelo Imperador. Estes sete cidadãos reuniram-se em lista particular e começaram a definir o formato desta nova micronação. Alguns queriam um novo império, alguns queriam república; alguns cogitavam total indepência de reunião, alguns queriam que ela se tornasse um país ainda tendo CC como Imperador; alguns queriam que ela se chamasse Gothan City, outros que ela chamasse Metropolis, outros que ela chamasse Vanuatu, outros que ela se chamasse PaSSárgada; alguns queriam que fosse uma república federativa, alguns queriam que fosse uma Comunidade Independente, alguns queriam que ela fosse uma Comunidade Livre. Um mês depois de amplos debates acerca destes pontos fundamentais, além de outros tantos pontos estruturais e culturais, no exato dia 7 de Abril de 2001, a Comunidade Livre de Pasárgada lançou-se como a mais nova micronação lusófona.

Nesta fundação, a ideologia Reuniã ainda era muito forte na cultura local, tanto assim que Pasárgada (que foi fielmente corrigida na grafia por Igor Ravasco antes de ser porclamada com algum nome diferente do que Manuel Bandeira havia escrito) assumiu para si o território do arquipélago de Vanuatu (Oceano Pacífico) como território virtual. O nome de nosso cantão Éfaté é uma referência a real capital da real Vanuatu. Na início, Pasárgada era dividida em 7 cantões semi-autônomos, a saber: Éfaté (definida por constituição por abrigar a capital comunitária), Inverness, Espírito Santo, Macunaíma, Épi, Santa Maria e Aniwa) e cada fundador recebeu um cantão para administrar e popular.

Postulantes a cidadania foram chegando com o crescimento exponencial da Comunidade, o que tornou-se uma bola de neve em atividade e reconhecimento internacional. A Presidência Comunitária, hoje Chancelaria, foi abrindo espaço entre lusofonia, anglofonia, francofonia, germanofonia e até a longínqua polacofonia, e estes frutos ainda são colhidos por Pasárgada hoje.

Com o tempo, mas não me lembro exatamente a data, concluiu-se que sete cantões eram demais para a demanda ("Quanto mais cantões tivermos, mais problemas teremos, pois é inútil diversificar desta a atividade se a população se concentram em mais e mais nichos separados dentro da comunidade. O melhor é arranjar alternativas para um mínimo necessário de cantões que, não obstante a isso, são imprescindíveis para Pasárgada".) Pasárgada decidiu que eram muitos cantões e que deveria acontecer uma diminuição neste número. Éfaté manteve-se inalterada por ser um cantão definido em constituição. Aniwa e Épi uniram-se a Inverness, e Santa Maria e Macunaíma uniram-se a Espírito Santo, que mudou seu nome para Icária. Depois desta mudança restaram na Comunidade três cantões, que até hoje são representados na bandeira Efatense.

É notável o fato de que um único partido em Reunião, que aparentemente reunia pessoas com o mesmo tipo de ideologias, tenha formado uma diversidade tão grande de pontos de vista e opinões em Pasárgada, o que veio no futuro a criação de Casas com ideologias completamente diferentes entre si.

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